Paciente IEP Institucional
Câncer Colorretal (Cólon, Reto e Intestino Grosso)
Câncer de Bexiga
Câncer de Cabeça e Pescoço
Câncer de Esôfago
Câncer de Mama
Câncer de Pele
Câncer de Próstata
Câncer de Pulmão
Câncer de Pâncreas
Câncer de Pênis
Câncer de Rim
Câncer de Testículo
Câncer de Tireóide
Câncer de Vulva
Câncer de Útero
Câncer do Estômago
Câncer do Fígado
Leucemia
Linfoma
Músculo-esquelético
Osteossarcoma
Retinoblastoma
Tumores da Família Ewing
Tumores de Sistema Nervoso Central (SNC)

A Alma de um projeto

Conheça a trajetória do Dr. Paulo Prata e do nascimento da Fundação Pio XII 

Paulo Prata nasceu em Mirassol (SP) e aos dois anos de idade foi para Santos com seu pai, o médico e escritor Dr. Ranulpho Prata, e sua mãe, Maria da Gloria Brandão Prata. Seu pai foi um grande radiologista e também renomado escritor, sendo agraciado com dois prêmios pela Academia Brasileira de Letras (ABL). A solidariedade sempre foi uma das características da família que atravessou gerações, pois como médico, Dr. Ranulpho, sempre se dedicou especialmente às crianças e aos mais necessitados.

Aos quatro anos, Paulo já estudava línguas e em pouco tempo tornou-se poliglota (falava fluentemente português, inglês, francês, italiano, espanhol e alemão). Devido ao trabalho literário de seu pai, sua residência era freqüentada por muitos escritores (como o Martins Fontes), o que despertou nele o interesse pela literatura. Culto e religioso, tal qual seu pai, já na adolescência havia decidido seguir a carreira de médico. Sua ligação com Dr. Ranulpho era muito próxima, mas seu pai veio a falecer antes de entrar na faculdade.

Drª Scylla e Dr. Paulo se conheceram na Faculdade de Medicina – USP Pinheiros, na década de 40, durante uma prova oral que existia no vestibular. A amizade entre eles começou no inicio da faculdade e no 3º ano do curso ficaram noivos. Antes de formar, no 5º ano já estavam casados. Após a formatura, Dr. Paulo seguiu carreira acadêmica e Drª Scylla começou a clinicar.

Dr. Paulo era um assistente exemplar, dos melhores cirurgiões de São Paulo (Dr. Alípio, Dr. Edmundo Vasconcellos, Dr. Benedito Montenegro, Dr. Medina, Dr. Domingos Delacio). Sempre se aprofundou nos estudos e quando apresentava algum trabalho em concurso, quase sempre ele era o vencedor. Em 1954, realizou o doutorado em medicina pela USP com o título “Dados anotomicos sobre a transição entre colo sigmoideo”, aprovado com grau 10, distinção e louvor. No ano seguinte, recebeu o prêmio “Prof. Alphonso Bovero” da Associação dos antigos alunos da Faculdade de Medicina da USP, ao melhor trabalho de pesquisa em Anatomia publicado no país. Os colegas até brincavam que se o “Prata” ia apresentar o trabalho, eles iam deixar de se inscrever.

A mudança para Barretos

Na época em que decidiram se mudar para Barretos, Drª Scylla estava grávida do quarto filho. “O Paulo veio conversar comigo sobre a possibilidade de mudarmos para o interior, aceitando assim o convite do meu pai, que na época queria comprar um Hospital para que nós administrássemos”, revela Drª Scylla, presidente da Fundação Pio XII até hoje.

A volta para o interior também era uma vontade do Dr. Paulo, preocupado com o fato de sua esposa estar grávida do quarto filho e ainda exercer medicina em uma cidade como São Paulo.Sr. Antenor Duarte compra então um antigo hospital, que estava à venda na cidade de Barretos para a filha e genro. No entanto, as instalações não agradaram o casal, mas Dr. Paulo lembrou-se do amigo Dr. Odair PedrosoPacheco, médico e administrador hospitalar, e em meados de 1959 deram início à reforma das instalações. Durante a reforma do Hospital, Dr. Paulo e Dra Scylla atuaram como médicos na Santa Casa de Misericórdia de Barretos, e em pouco tempo, Dr. Paulo tornou-se diretor clinico da instituição.Antes de inaugurarem o São Judas, decidiram que ele seria uma Sociedade

Anônima com cotas para médicos que quisessem ser sócios do empreendimento. Com tudo pronto, em 24 de março de 1962 foi inaugurado o Hospital São Judas Tadeu – um hospital geral na época. 

Hospital São Judas Tadeu

Inicialmente, o Hospital São Judas Tadeu era um hospital particular e tornou-se conhecido na cidade, pois o hospital tinha uma boa infraestrutura e Dr. Paulo Prata ganhou um respeito grande por causa de suas titulações e serviços prestados na capital paulista.

Em uma entrevista concedida ao jornal “O Diário” em 1984, Dr. Paulo Prata descreve a grande mudança do Hospital São Judas Tadeu: “Houve um momento em que o Hospital São Judas Tadeu tinha que tomar uma decisão quanto a sua orientação. Nesta ocasião atendemos, por coincidência, uma série de pacientes cancerosos e de poucos recursos, que surpreendentemente, se recusavam, terminantemente, a ir para São Paulo, ao único Hospital de especialidade na época, ou seja, ao A.C. Camargo. Alegavam falta de recursos para viagem, receio da grande cidade, e a impossibilidade de aguardarem vaga, no referido hospital, sempre superlotado. Era impressionante a disposição de morrerem, em condições de grande sofrimento, mas não se locomoverem de sua cidade. Por estas razões, decidiu-se transformar o Hospital São Judas Tadeu em hospital especializado para tumores. O curioso é que todos os médicos consultados na época acharam que o plano estava destinado ao mais completo fracasso. Cancerologia, diziam eles, só pode ser atendida nas capitais onde existe infra-estrutura médica e pessoal para tal fim”. 

Em uma conversa com a Drª Scylla, ele revelou a idéia de transformar o Hospital em uma instituição utilitária para atender apenas oncologia e os pacientes mais carentes, mas não havia políticas publicas eficientes para tornar isso possível. Após a criação do Instituto Nacional de Previdência Social em 1967, aumentaram as possibilidades para poder viabilizar o atendimento os mais necessitados na especialidade oncológica, mas ainda era necessário resolver o aspecto jurídico, e para isso, o Hospital precisava ser presidido por uma instituição filantrópica.

Dr. Paulo Prata procurou o Coordenador do então INPS, Dr. Décio Pacheco Pedroso e expôs o plano do Hospital São Judas Tadeu, ressaltando a necessidade de se atender a especialidade oncológica. Segundo Dr. Paulo Prata, essa situação “coincidiu nosso pedido com o fato do Dr. Décio estar preocupado com esta situação que já se refletia em consultas do interior para São Paulo”.  Assim, em 27 de novembro de 1967 nascia a Fundação Pio XII.

O Hospital São Judas Tadeu começou a atuar apenas com quatro médicos: Dr. Paulo Prata, Dra. Scylla Duarte Prata, Dr. Miguel Gonçalves e Dr. Domingos Boldrini. Com o passar do tempo, novos doutores chegaram, mas o hospital não comportava a demanda de pacientes e as dificuldades financeiras aumentaram. Henrique Prata, filho do casal de médicos fundador, abraça o projeto com o intuito de regularizar financeiramente a instituição e fechá-la. Ao perceber que, mesmo sendo leigo em medicina, poderia salvar vidas, empenhou-se na construção de um novo Hospital que pudesse ampliar o número de atendimentos realizados. Hoje, os grandes sonhos do projeto do Dr. Paulo Prata foram concretizados: a instituição possui tratamento, ensino, pesquisa e prevenção de qualidade reconhecida internacionalmente. 

Com o projeto corajoso e pioneiro de administrar Hospital especializado em oncologia no interior de São Paulo e com um corpo clínico reduzido, Dr. Paulo Prata e Drª Scylla Prata deram início a um sonho que começou pequeno, mas que hoje ganhou a grandiosidade equivalente ao tamanho do amor e do respeito ao próximo que seus fundadores sempre tiveram com o próximo.

 

 
Comunidade Contra o Câncer
Twitter Facebook Orkut YouTube Contato

Rua Antenor Duarte Villela, 1331 - Bairro Dr.Paulo Prata - CEP 14784-400 - Barretos -SP - 17 3321.6600
© 2012 - CliqueContraOCancer . Todos os direitos reservados